A advogada e influenciadora Deolane Bezerra voltou a ser o nome mais comentado nos portais de notícias policiais em todo o Brasil nesta semana. Agentes da Polícia Civil a detiveram em sua luxuosa residência, situada em um condomínio de alto padrão na região de Alphaville. Com efeito, a ação faz parte da Operação Vérnix, que investiga crimes de lavagem de dinheiro e ocultação de bens.
Além disso, o Ministério Público estadual e a polícia paulista deflagraram a operação em conjunto para desarticular um esquema bilionário de movimentações financeiras suspeitas. Segundo as investigações, a estrutura criminosa possui ligações diretas com a alta cúpula da facção Primeiro Comando da Capital, o conhecido PCC. O inquérito começou, inclusive, após a polícia apreender bilhetes que detentos escreveram dentro de presídios.
Portanto, os documentos interceptados revelaram uma rede complexa de empresas de fachada que os criminosos utilizavam para lavar recursos de origem ilícita. Nesse sentido, a polícia passou a rastrear diversos CNPJs e chegou aos nomes de influenciadores digitais famosos e empresários do setor de logística. Dessa forma, a suspeita principal é de que os investigados simulavam totalmente os contratos de serviços assinados.
O bloqueio milionário de Deolane Bezerra e a ostentação
A Justiça Estadual de São Paulo determinou o bloqueio imediato de aproximadamente R$ 327 milhões das contas bancárias vinculadas aos investigados no caso. Relatórios técnicos apontam que a movimentação financeira de Deolane é completamente incompatível com os rendimentos que ela declara formalmente às autoridades fiscais. Além do mais, a ostentação de luxo nas redes sociais serviu como base para a investigação.
Ou seja, durante as buscas e apreensões, os policiais encontraram uma frota de veículos de luxo na garagem da influenciadora, incluindo modelos raros e caros. Agentes apreenderam carros de marcas como McLaren e Lamborghini e os levaram diretamente para o pátio do Deic para perícia técnica. Simultaneamente, especialistas analisarão a origem dos recursos que a influenciadora usou para comprar esses automóveis importados nos últimos anos.
Além dos carros, a polícia recolheu joias, relógios de marcas internacionais, computadores e diversos aparelhos celulares que estavam no imóvel de Alphaville. Agora, todo o material passa por uma análise rigorosa do setor de inteligência financeira para mapear o destino final do dinheiro. Os investigadores acreditam, ainda, que outros nomes conhecidos da internet possam estar envolvidos na mesma rede.
Conexões com a facção e transferência de Deolane Bezerra
A operação resultou na prisão de outras cinco pessoas apontadas como peças fundamentais na engrenagem financeira que sustenta as atividades da facção criminosa. Entre os detidos está o operador conhecido como “Player”, que as investigações identificam como o gerente financeiro direto de lideranças que estão presas. Nesse cargo, ele dita as ordens de investimentos e lavagem de capitais fora das unidades prisionais.
Após a sua detenção, Deolane Bezerra passou por uma audiência de custódia realizada por videoconferência com o magistrado responsável pelo caso criminal. O juiz decidiu manter a prisão preventiva da advogada sob o argumento de garantir a ordem pública e evitar a destruição de provas. Inicialmente, os agentes a conduziram para uma cela isolada na zona norte da capital paulista.
Posteriormente, a Secretaria de Administração Penitenciária confirmou que deve transferir a influenciadora para o presídio feminino de Tupi Paulista, no interior do estado. A unidade possui um protocolo rígido de isolamento, o que deve evitar tumultos causados por fãs e garantir a integridade física de Deolane Bezerra. Em suma, a transferência estratégica visa manter a ordem no sistema prisional diante da alta repercussão midiática.
Investigação de empresas de fachada ligadas a Deolane Bezerra
Uma das frentes mais importantes da investigação foca no uso de endereços fictícios para registrar empresas comerciais em nome da advogada e sócios. A polícia descobriu que as sedes declaradas em documentos oficiais funcionavam em casas simples de periferia, sem nenhuma atividade comercial ou funcionários. Com efeito, esse método é comum em esquemas que utilizam notas fiscais frias para movimentar valores.
Atualmente, os delegados do caso pretendem cruzar os dados obtidos com a quebra de sigilo bancário com as mensagens extraídas dos celulares apreendidos recentemente. O objetivo é confirmar se Deolane tinha pleno conhecimento da origem do dinheiro ou se apenas prestava serviços de marketing. Certamente, o grande volume de transações em dinheiro vivo chamou a atenção dos órgãos de controle financeiro.
O Ministério Público acredita que os valores bloqueados até agora representam apenas uma pequena fração do montante total que o grupo movimentou. Portanto, novas fases da Operação Vérnix podem ocorrer nos próximos dias, com a expedição de novos mandados de busca e prisão. O foco atual dos investigadores se volta para os contratos de publicidade que a famosa mantinha ativamente.
A defesa alega inocência de Deolane Bezerra
A equipe jurídica que representa a influenciadora emitiu uma nota oficial para a imprensa repudiando veementemente os termos da prisão preventiva decretada. Nesse documento, os advogados afirmam que a cliente é totalmente inocente e que provará a origem lícita de todo o seu patrimônio ao longo do processo. Segundo a defesa, a ação policial baseia-se apenas em suposições vagas e ilações sem provas.
O comunicado ressalta que Deolane Bezerra possui fontes de renda legítimas vindas de seu trabalho como advogada e de seus diversos contratos publicitários. Todavia, os defensores alegam que existe uma narrativa de perseguição midiática para destruir a imagem pública da empresária perante os seus milhões de seguidores. Eles garantem que todos os esclarecimentos necessários serão prestados no momento oportuno para a Justiça.
Por fim, a equipe de advogados já protocolou um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça de São Paulo para tentar reverter a decisão da prisão. A expectativa da defesa é que a influenciadora possa responder ao processo em liberdade ou cumprindo medidas cautelares menos rigorosas. O pedido deve ser analisado por uma das câmaras criminais do tribunal nos próximos dias úteis.
